sábado, 31 de dezembro de 2016

Ano termina com onda de ataques a bancos e criminosos nunca presos, na Paraíba

Vários foram os casos de PMs baleados, sedes da polícia metralhadas, cidades sitiadas e ataques ousados até mesmo na maior cidade da Paraíba



                                                     
Agência do Bessa foi destruída e explosão também atingiu loja vizinha
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O ano de 2016 foi dominado pelas ações contra bancos e que deixaram até mesmo a Polícia Militar acuada em alguns casos, frente à ousadia dos bandidos. O ano termina com mais de 80 ataques contra agências da Paraíba. Houve policiais mortos, vários casos não solucionados pelas autoridades e alguns em que os foram criminosos presos. Veja abaixo o que foi destaque na área policial em 2016.

Os moradores do bairro do Bessa, área nobre de João Pessoa, tiveram a tranquilidade da madrugada interrompida em julho. Por volta das 4h30, Um grupo em pelo menos quatro veículos sitiou várias entradas do bairro e explodiu um terminal eletrônico da Caixa Econômica Federal em um shopping.
Após a explosão, o coronel Euller Chaves, comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, rompeu o silêncio e disse que a PM foi comunicada sobre o ataque ao banco, com o crime em andamento, mas orientou aos policiais para o não confronto direto durante a explosão a agência bancária. A declaração criou um mal estar na sociedade.
Por ter sido uma instituição bancária da esfera federal, a PF entrou comando das investigações e resumiu: “ação foi comandada por profissionais do crime”.
E o caso da explosão do banco no Bessa provocou polêmica nas redes sociais e na imprensa que até o MP decidiu investigar a ação criminosa.
Após as críticas a ação da Polícia Militar, que orientou os policiais a não revidar a ação dos bandidos, o governo Ricardo Coutinho rompeu o silêncio e saiu em defesa dos militares.
O ano terminou e esse caso registrado no Bessa não foi esclarecido pelas autoridades.
Em setembro, uma das lojas do Hiperbompreço foi invadida e dezenas de funcionários reféns. Alguns deles ficaram de cuecas e sofreram constrangimentos irreparáveis. Os criminosos lucraram cerca de R$ 300 mil e até hoje nenhum deles foi preso.
Por muitas vezes, os bandidos enfrentaram a polícia e a deixaram acuada. Em Campina Grande, a base da Polícia Militar no bairro do José Pinheiro, na Zona Leste da cidade, foi atacada a tiros no mês de setembro.
O bairro do Bessa voltou a ser palco de mais um ataque de assaltantes. Desta vez, foi outro posto bancário atacado em João Pessoa. O fato aconteceu em agosto. 
O adjetivo termo 'acuada' para designar a PM em 2016 foi utilizado pelos próprios policiais que repassaram informações ao Portal Correio. Em mais uma dessas situações, sedes da polícia chegaram a ser atacadas por bandidos, que usaram fuzis, metralhadoras e pistolas. Um desses casos aconteceu em agosto na cidade de Pilar, a 55 km de João Pessoa
Em agosto, a ‘gangue da dinamite’ cercou uma sede da PM no Sertão, atirou contra o prédio policial e detonou um banco na cidade de Conceição.
Os confrontos entre a Polícia Militar e bandidos não deram trégua. Os policiais partiram para cima dos criminosos, mas alguns militares ficaram feridos. Em julho, houve uma troca de tiros no bairro das Indústrias, em João Pessoa, e um PM foi baleado.
No bairro de Valentina Figueiredo, em João Pessoa, um policial civil foi morto a tiros em maio, durante uma briga de trânsito.
E mais policiais vítimas da violência...
Em janeiro, um sargento da Polícia Militar foi baleado e a dona de um salão de beleza foi atingida de raspão por um tiro na cabeça. O fato aconteceu durante uma suposta tentativa de assalto no bairro do Geisel, na Zona Sul de João Pessoa.
Um policial militar reformado foi espancado por assaltantes enquanto trabalhava como segurança de um estabelecimento comercial em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Além de objetos da loja, os bandidos ainda levaram a arma de fogo do policial.
Uma policial foi agredida dentro de uma clínica odontológica em Campina Grande. O caso aconteceu depois que um paciente que aguardava atendimento teve um surto e a policial tentou intervir. Ela foi desarmada pelo agressor e ferida, mas não a tiros. O homem foi rendido pela Força Tática da PM e levado para uma delegacia. 
Um policial militar foi baleado durante conflito com bandidos no bairro Padre Zé, em João Pessoa. Ele estaria realizando rondas quando a equipe foi surpreendida pelo ataque criminoso. O PM foi ferido apenas de raspão. 
Um sargento da Polícia Militar foi baleado em suposta tentativa de assalto na cidade de Santa Rita, Grande João Pessoa. Ele estava na casa de familiares quando foi atacado por três homens armados. O sargento não reagiu à abordagem, mas mesmo assim foi ferido. 
Um sargento reformado foi ferido com um tiro de raspão em frente ao depósito de bebidas do filho dele, em Santa Rita. O crime foi praticado por dois homens em uma moto, que fugiram logo em seguida. 
Um capitão do Bope foi ferido com um tiro após reagir a assalto em um restaurante no bairro Vieira Diniz, em João Pessoa. Ele estava almoçando quando dois homens invadiram o estabelecimento. O ferimento foi de raspão e o policial sequer precisou de atendimento médico. 
Um prédio que serve como dormitório e ponto de apoio da Polícia Militar em São José da Lagoa Tapada, Sertão do estado, a 462 km da Capital, foi arrombado por vândalos. Não havia policiais no local no momento do crime e nenhum objeto foi roubado.
Policiais militares ficaram acuados durante ataques a agências dos Correios e do Banco do Brasil nas cidades de Soledade e Assunção. Enquanto parte das quadrilhas explodiam caixas eletrônicos e cofres, as outras metades dos bandos cercaram sedes da PM. "Chegamos a tentar um revide, mas eles estavam com poder de fogo superior, então desistimos e ficamos acuados. Os bandidos realmente vieram prontos para atacar a Companhia e deixar os policiais encurralados. Estava tudo programado, eles trouxeram bastante munição", disse um policial.
Um confronto entre PMs e bandidos após ataque à agência dos Correios e Telégrafos deixou um suspeito morto e dois feridos, em Queimadas. Pelo menos 16 homens fortemente armado teriam invadido a agência. Houve explosões no banco e o objetivo principal do bando seria roubar o cofre principal da agência, porém a gerência estima que pouco dinheiro foi roubado.
A sede da PM em Coremas, Sertão do estado, a 390 km de João Pessoa, também foi cercada por bandidos durante assalto ao Banco do Brasil. O cofre central da agência foi explodido e dois guardas noturnos feitos reféns. Oito policiais estavam de plantão na madrugada do crime, mas preferiram não confrontar os criminosos por estarem em desvantagem na quantidade de armas e munições.
Policiais de Serra Redonda, no Agreste, distante 89 km da Capital, também foram intimidados por assaltantes. O alvo dos criminosos era a agência dos Correios na cidade, mas vários disparos foram efetuados contra o destacamento de polícia. Dois PMs estavam de plantão e não foram feridos.
Um grupo de universitários foi feito refém durante explosão ao cofre da Caixa Econômica Federal em Areia, Brejo do estado, a 130 km de João Pessoa. Além dos estudantes, policiais foram encurralados pelos bandidos. A sede da PM foi metralhada.
Todo dinheiro da agência dos Correios e Telégrafos de Santo André, Cariri paraibano, a 235 km de João Pessoa, foi roubado após bandidos explodirem o cofre principal. A Polícia Militar foi acionada, mas criminosos ficaram em frente ao destacamento policial para evitar que os policiais fossem intervir no assalto.
O governador Ricardo Coutinho prometeu contratar 320 policiais concursados para reforçar o quadro de segurança. Ele também anunciou premiações para a categoria. "Vou pagar R$ 10 milhões de prêmios no 'Paraíba Unida pela Paz' pela redução dos níveis de homicídio. O jogo é esse. Atingiu a meta, nós premiamos. Numa época de crise como essa, convenhamos, a Paraíba faz o seu papel. É verdade que algumas áreas integradas de Segurança não bateram as metas. Eu parabenizo a todos, mas infelizmente não receberão os prêmios".

Fonte: portal correio

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